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A 3  de outubro de 1840, nasce Mary Wilson ,em Hurryhur, Madrasta, 18 de outubro baptizada no rito anglicano (1)

 (1)     “Hurryhur, 18 de Outubro de 1840.
    Mary Jane filha de Charles Heathcote Wilson, Tenente e Ajudante do 32.º Regimento N. I. e Mary (James) sua esposa, nascida a 3 de Outubro de 1840, foi baptizada por mim.
   Assinado: E. A. Otter, Capelão”.

                [Certidão de Baptismo de Mary Jane Wilson, MDW 1.]


Aos 4 meses a mãe escreve sobre a filha(2)

(2) “A minha menina, Mary Jane, tem quase quatro meses (...). É uma menina muito boa. (...) Em geral deito-a entre as 7 e as 8 e ela não acorda até às 5 e às vezes 6 da manhã. (...) Se a minha menina for tão calma como agora é, será para mim um grande confor-to.”

                    [Mary James, Carta, Fevereiro de 1841, CF1.]  


14 de junho de 1841 morte da mãe Mary Jane Wilson, ainda bebé, perdeu, em Hurryhur, um irmão, em Maio de 1841 e ficou órfã de mãe a 14 de Junho do mesmo ano.(3)

         (3) “O nosso querido Jorge foi-nos levado por disenteria; e anteontem a sua querida mãe foi enterrada perto dele, por causa da mesma doença”.

 [Charles Heathcote Wilson, Carta a Edith James, Hurryhur, 16 de Junho de 1841, CF 2.]


Bangalore ,Junho de 1841 Após a morte da mãe, o pai confiou os filhos, Mary Jane Wilson e Charles Pooley Wilson, à cunhada Caroline, que se encontrava a viver em Bangalore. French Rocks  em Outubro de 1841 Mary Jane Wilson continua com a tia Caroline em French Rocks, donde o pai, que fora passar uns dias com eles, escreve uma carta.(4)

(4) “Sobre os meus filhos, posso dizer que, graças a Deus, estão de boa saúde. Quando aqui cheguei, encontrei o Charles completamente restabelecido e não tornou a adoecer. A pequena Mary também está muito boa; fez doze meses no dia 3 deste mês e já tem oito dentes. Estamos agora a começar a desmamá-la em preparação para a levar para a montanha. Se Deus quiser, é minha intenção partir daqui no princípio de Dezembro e penso que a Caroline irá lá ter com as crianças, em Janeiro e ficar comigo vários meses, pois também ela está muito a precisar de uma mudança.”

        [Charles H. Wilson, Carta, French Rocks, 23 de Outubro de 1841, CF 4.]

MARY JANE WILSON no Reino Unido Mary Jane Wilson, dos 6 aos 27 anos, no Reino Unido, levou uma vida errante. A tia Ellen não tinha morada fixa. Raramente ficava num mesmo local mais de dois anos, em casa alugada ou de família. Mary acompanhava-a, como refere numa carta: (5)

(5)“A tia fala em vender tudo e voltar à vida errante que muito aborreço”.

[Mary Jane Wilson, Carta ao Irmão Charles, Newquay, 29 de Abril de 1867, CIW 11.]

Desde o início de 1845 até Abril de 1846, continuou a viver na mesma localidade, Truro, conforme correspondência emitida pelo pai, durante esse período. Depois, entregou Mary aos cuidados de Ellen James que, nessa altura, vivia no Cheshire. Cheshire / Davenham Seu pai, de Londres, a 27 de Abril de 1846, diz que Mary ficou a cargo da tia Ellen.(6)

(6)“Tenho a certeza que a Ellen te contou como eu coloquei os meus queridos filhos. O Senhor foi muito bom para comigo em relação a eles, pois o Charley está com a Sra Oakley e a Mary com a querida Ellen e que mais podia eu desejar para qualquer deles! Levei-os a ambos à sua destinação (...) Ellen encontrava-se naquela altura em Cheshire e passei dois dias muito agradáveis em Davenham onde o Sr. e a Sra. Harper me receberam com muita amabilidade.”

[Charles Heathcote Wilson, Carta a Edith James, 27de Abril de 1846, CF 11.]

Vida & Escritos