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Identidade

 


Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias. Congregação fundada por Mary Jane Wilson, na Ilha da Madeira e em 26 de outubro de 1985  foi criada uma Província ereta canonicamente  em  Delegacia. A ilha da Madeira e Porto Santo- diocese do Funchal, passa  a ser “Província do Coração de Maria”.

A Congregação fundada na Ilha da Madeira foi Berço porque em 26 de março de 1881, chegou a Madeira Miss Wilson, vinda da Inglaterra como enfermeira, acompanhando uma jovem doente.  Miss Wilson a pedido do Sr. Bispo do Funchal, D. Manuel Agostinho Barreto ficou na Madeira e adotou por segunda Pátria.

Hoje, a Província, continua confiando na Divina Providencia e sob a protecção de Nossa Senhora das Vitórias, tendo como padroeira desta parcela o “ Coração de Maria”. Assim, caminha trabalhando em dilatar o reino de Deus e dando a conhecer o carisma que nos deixou a Serva de Deus Mary Jane Wilson: Catequese, Hospitais, centros de saúde, instituições de jovens e crianças em situação de risco, instituições de idosos, pastoral juvenil , Associação  Amigos da Irma Wilson e na quinta das Rosas, rua do Carmo, 61 encontra-se o museu, com o espólio da Irmã Wilson, assim como os restos mortais da Fundadora, na Capela da Quinta das Rosas. Conta ainda com o secretariado onde se processa tudo o que diz respeito à Serva de Deus e trimestral lança o Boletim “Boa Mãe”. Este boletim conta com a colaboração de toda a Congregação, de Amigos e de muitos Benfeitores.
 
Presentemente a Província do Coração de Maria está presente na Ilha da Madeira, Porto Santo e Angola.

Carisma

 

Deus chama o homem quando o Espírito Santo quer enriquecer a Igreja com uma nova instituição de perfeição e apostulado, começa por suscitar um grande homem e uma grande mulher. A estes inspira a ideia de fundação, da finalidade e da fisionomia do Instituto e para isso os cumula de dons e luzes particulares.  A essa comunicaçao de Deus, faz um fundador, para utilidade da igreja, da-se o nome de CARISMA.

Carisma e missão, são para serem vividos por um grupo de pessoas que se identifiquem  com o fundador. O Carisma dos Fundadores não é, pois, um dom individual, mas social; daí que seja transmissível a outras pessoas e perdurável ao longo dos tempos, estando sujeito a evolução histórica, mas conservando a sua originária identidade.

Carisma é uma especial vivência do mistério de Cristo e uma particular visão profética da Igreja e do mundo.
O Carisma refere-se propriamente aos elementos objectivos dessa doação de graça que o carisma é em si mesmo e à missão que ele confere dentro da Igreja a um instituto.
O “ espirito” diz respeito ao aspecto subjectivo de viver o carisma.

Carisma da Venerável

Irmã Wilson

Deus Chamou, o Espirito Santo atuou, Mary Wilson respondeu, a Igreja acolheu, novo grupo surgiu e novo carisma apareceu.

Assim um novo instituto se deu, com outras pessoas chamadas a viver em grupo com o mesmo carisma e espirito da fundadora.

No Séc XIX, quando Mary Wilson, Chegou à Madeira, o clima a paisagem e a natureza, saudou-a com a mensagem mais linda do mundo: Saúde e paz, por outro lado, viu que, o povo estava a viver num estado muito desolador. É época marcada pelo desejo de Instrução, catequese, relaxamento da vida cristã, e mesmo o clero, a par com o indiferentismo e o sectarismo politico que tornam difícil o anúncio do Evangelho. Por outro lado, o subdesenvolvimento gritante das populações traz consigo a fome, a doença, o desamparo de muitas crianças e jovens, o abandono da terceira idade e outras sequelas da miséria.

Como projecção da vocação extraordinária apostólica, a Irmã Wilson, Fundou a Congregação. O seu carisma de Fundadora foi, pois, de serviço caridoso, unido ao anúncio evangélico, e tem uma expressão: a promoção humana e espiritual dos irmãos, especialmente dos pobres, fossem-no eles de pão ou de idade, de saúde, ou de amor, de cultura ou de fé.

À Irmã Wilson, desde sempre, foi incutida pela família o amor à verdade e, sobretudo, abandono e confiança em Deus Pai. Assim, procurou viver o que os pais lhe ensinaram. Cresceu sentindo bem as  etapas da criança,  adolescência,  juventude,  adulta e da fase mais avançada. Não se poupou em enfrentar dificuldades, em todos os momentos da sua vida, mas também em tudo procurava descobrir a Mão de Deus, que a acolhia e tudo providenciava como sinal de crescimento e amadurecimento da sua fé e confiança total em Deus Pai. “Quando pequena, seus pais faziam-na adormecer com os bracinhos em cruz diante do peito e habitualmente a viver sempre na presença de Deus. Um dia em que um sacerdote lhe observava que  a Boa Mãe devia estar preparada para morrer, atendendo à sua avançada idade, respondeu: “estou sempre preparada para morrer. Fui acostumada a viver sempre na presença de Deus, isto é sem ter na mente Deus presente” (VTC – T 13 Pdr. Manuel Jacob Sardinha).

Na vida da Irma Wilson destaca-se:

A Fé; familiaridade com a Palavra de Deus; União a Santíssima Trindade; Abandono a Deus Pai; Seguimento de Jesus Cristo; Devoção a Jesus vivo na Eucaristia; ao Sagrado Coração de Jesus e de Maria; docilidade ao Espírito Santo; Amor a Igreja; Devoção a Nossa Senhora; devoção aos Santos; vida de Oração.

A Esperança; Confiança “Bom Deus” certeza da vida eterna; preparação para a morte; Partilha da esperança; confiança na Misericórdia de Divina.

A caridade; caridade para com Deus; Amor a Deus; Exortação ao amor para com Deus; Consciência da presença de Deus; Conformidade com a vontade de Deus. Caridade para com o próximo, Irmãs e familiares das Irmãs; dedicação a crianças e velhinhos; Desvelo em favor dos doentes; amor pelos pobres; conselheira espiritual.

Para além desta virtudes teologais,  viveu as cardiais tais como; justiça, Fortaleza, Temperança. Virtudes dos conselhos evangélicos: pobreza, castidade, obediência, humildade. ( Estes dados encontram-se em arquivo no museu da Irma Mary Jane Wilson).

A Irmã Wilson veio a Falecer no Convento de São Bernardino a 18 de outubro de 1916 enterrando-se no cemitério de Câmara de Lobos.

Hoje temos a alegria de ter os restos mortais na capela da Quinta das Rosas, junto dos quais, muita gente agradece e pede a Deus por seu intermédio: Cura de familiar, união, paz para famílias, trabalho, passagem de ano escolar e outras dificuldades que as pessoas exteriorizam as irmãs que ali vivem, pedindo a força e união na oração.  

 Povo Madeirense, não se poupou em Chamar-lhe “ Boa Mãe”.

Nos nossos dias: as Irmãs não se poupam em viver e divulgar esta amável e querida obra, tentando adapta-la ao tempo que vivemos: Carisma e Espiritualidade da Fundadora

Origem

 

A síntese histórica da Província do Coração de Maria, que apresentamos, tem a finalidade de dar a conhecer o esforço espiritual e humano das Irmãs, Amigos da Irmã Wilson e de muitos colaboradores, no anúncio do Evangelho aos pobres, pela Palavra e ação caritativa, como outrora fizeram a Irmã Wilson e as primeiras Irmãs em prol da humanidade.

 

Delegacia da Madeira

A 07.02.1980, para dar cumprimento à decisão do VII Capítulo Geral (1978-1979), o Governo Geral abordou em reunião a criação de uma Delegacia Independente na Região Autónoma da Madeira. As ilhas que a formavam situavam-se distantes do Continente Português e as comunidades precisavam de ajuda efectiva de superioras que residissem na localidade. Em Julho de 1980, o Governo-geral fez o apuramento da consulta às Irmãs residentes na Região Autónoma da Madeira com a finalidade de formar o governo da respectiva Delegacia.

O Governo-geral escolheu para constituir o Governo da Delegacia as Irmãs:

- Maria Gonçalves Prata - Superiora Delegada,
- Olguete do Nascimento Pimentel Fonseca - 1ª Conselheira e Vigária,
- Diamantina do Espírito Santo de Freitas - 2ª Conselheira e Secretária.
- Maria Clara Maciel do Couto - 3ª Conselheira e Ecónoma.
- Maria José Meneses - 4ª Conselheira.
 
 Este governo tomou posse a 08.12.1980. A partir de então realizaram-se reuniões entre o Governo-geral e o da Delegacia a fim de organizar o novo Organismo. Os dois governos, depois de muito refletir, escolheram para padroeira da Delegacia o “Coração de Maria”, a coincidir com a história da Região da Madeira, onde Nossa Senhora foi, desde os descobrimentos das Ilhas da Madeira e Porto Santo, a protetora das suas igrejas e capelas. 

Delegacia Coração de Maria


A 08.12.1980 a Delegacia do Coração de Maria, com sede na Região Autónoma  da  Madeira,  foi  canonicamente  erecta  na Quinta das  Rosas, numa  concelebração  Eucarística  presidida por D. Francisco Antunes Santana, Bispo do Funchal. Ao terminar a cerimónia, a Irmã Maria Gonçalves Prata, Superiora Delegada, fez uma alocução onde solicitava às Irmãs a colaboração de todas, pela oração e amor à espiritualidade e carisma do Instituto, para bem orientar a Delegacia no espírito de fé da Irmã Wilson, a fim de Deus ser glorificado em tudo.

Estruturação da Congregação em Organismos Maiores

Em Agosto de 1984 celebrou-se o VIII Capítulo Geral que deu o seu parecer sobre a estruturação da Congregação em Organismos Maiores. A Delegacia do Coração de Maria, situada na Região Autónoma da Madeira seria elevada a Província. Depois dos trâmites requeridos pelas decisões Capitulares, o Governo-geral procedeu à erecção da Província.

Província do Coração de Maria


A 26/10/1985, numa cerimónia simples, mas repleta de esperança na caminhada da Congregação, a Província do Coração de Maria foi erecta sob o amparo do Coração de Maria. No início da Eucaristia, presidida por D. Teodoro de Faria, na Capela da Quinta das Rosas, a Irmã Maria Adorinda da Cruz Fiadeiro, Superiora Geral, fez uma saudação aos presentes, aludindo à importância da entrega das Constituições renovadas e à erecção canónica da Província do Coração de Maria, como dom da graça de Deus, para que a Congregação continuasse a espalhar a paz e o bem, como fizeram no seu tempo, S. Francisco de Assis e a Irmã Wilson.

Na homília D. Teodoro de Faria afirmou que o nascimento da Congregação, com a conversão de Mary Jane Wilson, foi um dos momentos da grande misericórdia de Deus na sua vida, que se estendeu sobre a Igreja universal e principalmente a nível particular no Funchal.

 Mais adiante disse: “O novo título que tem esta nova Província, Coração de Maria, vem dentro da linha tradicional das Vitorianas em unir aquele bem, que o Senhor quer fazer com elas, às vitórias de Maria, porque estas vitórias de Maria são sempre vitórias de Cristo”.
 
A cerimónia terminou com a distribuição de uma pagela com a figura de Nossa Senhora do Sim que no verso tinha a inscrição:

“A NOSSA ESTRELA É A VIRGEM MARIA A QUEM AMAMOS FILIALMENTE E DE QUEM APRENDEMOS A ENTREGA AO PLANO DO SENHOR”